Deep Blue


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Paciência

Eu sou difícil. Eu sei. Eu sou mimada, impaciente e quero tudo na hora. Não é a toa que o maior sonho na vida está demorando tanto tempo para se concretizar. Com certeza, eu tinha algo a aprender com isso. Para aprender a não ser difícil é preciso conviver e nutrir afeto por pessoas tão difíceis quanto eu. Algumas, irredutíveis. Outras, com altos e baixos de irredutibilidade. O que acontece ultimamente é que eu percebo que as pessoas costumam agir de forma muito parecida a minha e é claro que isso me faz olhar para o céu e dizer, “dai-me forças”, porque uma das coisas que mais odiamos é ver nossos defeitos espelhados no outro. Mais difícil ainda é quando colocamos uma energia incrível em prol da evolução pessoal, mas as pessoas aparecem perto de você dotadas de muitos escudos, esperando que você aja como antes. Muito difícil fazer as pessoas entenderem que você não vai dar mais soco, chute ou coice, mas cheguei à conclusão que não adianta explicar. E a culpa de se aproximarem armadas até os dentes é toda sua. Ainda há um agravante. Se você explicar que começou a tomar atitudes opostas àquelas que costumava, é bem provável que seja convidada a consultar um médico. O jeito é esperar, ter paciência, dar tempo para garantir a mim mesma e às pessoas que essa não é uma fase hipponga transitória, e sim um projeto que pretendo levar por toda a vida. Além do mais, não quero ser a única a me beneficiar por isso. Eu não quero vestir uma calcinha azul com estrelas brancas e uma coroa amarela com uma estrela vermelha (é, eu estou falando da Mulher Maravilha) e sair no meu avião invisível salvando o mundo. Eu quero realmente ter a oportunidade de fazer algo genuinamente humano. E para isso, preciso encontrar o equilíbrio, o entendimento. Enlightment.

Hoje eu fiz uma aula de yoga experimental simplesmente maravilhosa. Com meditação no final. Namastê! E fui também inspirada pelo lindo Keanu. Encarnando Siddharta Gautama.

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