Deep Blue

Perspectiva interior

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A partir do momento em que olhar para dentro e ligar-se com você mesmo torna-se viável, é possível perceber o quanto agimos de forma perturbada na maior parte do tempo em que vivemos. Ando aprendendo coisinhas que parecem tão sutis pela natureza de sua simplicidade, mas o suficientemente importante para compreender que passei toda minha vida assim. Perturbada. A gente fala mal, come mal, respira errado, tem o hábito de utilizar palavras negativas no nosso discurso com freqüência e pior, faz isso sem compreender a gravidade do poder de incorporar tudo aquilo como se fizesse parte da natureza de nossas mentes. Acho grave o que fazemos com nós mesmos. O fato é que ultimamente, viver em uma cultura Ocidental nos impede de enxergar qualquer coisa além de iPods, iPads e iPhones. Estamos tão preocupados com o status que traz esse mundo externo que passa despercebida a chance de escutar o próprio coração. Às vezes, literalmente. É como um tambor que leva à calmaria. Tampe os ouvidos e tente.

O silêncio é mesmo algo precioso que pode nos levar a reflexões profundas e compreensão de quem somos e o que fazemos no mundo. Pela primeira vez na minha vida entendi o quanto isso é necessário. Não estou falando de uma autopsicanálise complexa, e sim de uma atitude que nos leva à desaceleração dos pensamentos e a uma percepção mais clara do nosso papel no mundo. Estranho compreender que você passou tanto tempo da sua vida agindo errado com você mesma. Fico feliz, no entanto, que não descobri isso aos 80, e sim, agora mesmo. Então creio que ainda tenho tempo para aparar todas as arestas. Passei todos esses anos da minha vida acreditando que a felicidade seria encontrada em tudo aquilo que é intenso. Grande engano. A felicidade é encontrada em tudo aquilo que faz o oceano da alma aquietar e nos impulsiona a querer permanecer nesse estado até o dia em que deixarmos o mundo físico.

Tente virar de ponta cabeça. Não são necessários muito malabarismos. Faça como uma criança. Ou como um cachorro que resolve deitar de barriga pra cima para ver o mundo virar ao contrário. O que você vê?

‎”Há pensamentos que são orações. Há momentos nos quais, seja qual for a posição do corpo, a alma está de joelhos.” — Victor Hugo

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Autor: R.

Buscando viver melhor comigo mesma e com o mundo que me cerca. Procurando compreender qual é a melhor forma de viver, praticando o desapego, tornando o espírito leve e perseguindo a felicidade através da GRATIDÃO, nos dias ensolarados e nos dias cinzentos - meu desafio para a vida. Sempre gostei de escrever. Desde 2002, tive diversos blogs criados e deletados, mas como Fênix ressurge das cinzas, espero que cada novo blog seja definitivo. Esse é um blog sobre tudo que faz parte do meu Universo.

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