Deep Blue


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Canceriana Sem Lar

Hoje é um daqueles dias em que meu signo do zodíaco está reinando com todo o tiranismo imaginável. Algo me diz para esconder meu caranguejo embaixo da primeira pedra disponível, e ao mesmo tempo, gritar, então aqui estou. Se eu fizesse terapia (e olha que eu preciso), certamente já teria ligado para o terapeuta e diria, “cancela a sessão. Hoje não vou.” Ou teria me arrependido amargamente de ter trazido o meu Yoga mat até o trabalho, para voltar enroladinho para casa, intacto. Eu queria um momento do tempo desviado do continuum para simplesmente não ter que falar nada, ouvir nada, pensar em nada. Um tempo que não existe, que não está disponível, onde eu pudesse passar comigo mesma. Uma porta secreta que somente eu conheço que me levasse para uma quarta dimensão desconhecida. Eu levaria uns livros, um travesseiro, um edredom e algumas barras enormes de chocolate. Só por alguns momentos. Juro que eu voltaria intacta, não quero me desfazer de ninguém. Não é essa a intenção. Só queria permanecer ali, escondida, sem ter que dar respostas para perguntas que eu não quero ouvir, só por algumas horas, talvez alguns poucos dias. Se alguém conhece esse lugar, tudo o que eu preciso é de um GPS. Juro que eu volto.

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