Deep Blue

Domingo à noite, eu te odeio.

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Eu criei esse blog com duas finalidades. A primeira foi para praticar a arte de escrever sobre diversos assuntos. A outra foi para desabafar. Mas ultimamente está difícil. Não consigo executar nenhuma dessas duas opções. Parece que até um certo momento desse ano, eu agia como mera observadora das coisas que ocorriam em minha volta e criava textos, desenvolvia ideias, concluía centenas de coisas. Ultimamente, eu ando cansada. Meu coração está meio de saco cheio das mudanças radicais que enfrentei. Às vezes chego a me perguntar se o cansaço seria um dos sintomas de alguma depressão. Só me sinto melhor nos dias em que pratico algum tipo de exercício físico, ou seja, dias em que meu cérebro acaba liberando serotonina. Nos outros dias, fico triste. Domingos e segundas têm sido os piores dias. Eu sei que existe um senso comum de que domingo à noite e segunda de manhã sejam os dias internacionais do suicídio. Aposto que aqueles suicídios em massa ocorrem geralmente aos domingos, com a voz do Silvio (o Santos) como som de fundo, ou se preferir, a música do Fantástico. Tem também o Faustão dizendo, “ô louco, meu!” Pode escolher um desses e seu coquetel do remédio ao qual você tem alergia. Pronto. Perfeito. Não sou adepta ao suicídio. Acredito que exista um motivo para tudo na vida, inclusive os remédios amargos que ela nos dá algumas vezes, e ultimamente o que eu mais tenho tomado é algo que tem a ver com uma angústia terrível que sinto aos domingos à noite. E é mentira se eu disser que desconheço a sua origem. Meu filho voltou ontem (domingo) para a casa do pai, após ter passado uma semana inteira na minha casa, enquanto o pai viajava a trabalho. Pronto. Doeu. Dói pra burro. Voltei pra casa e decidi então, organizar o armário. Tirei quase todas as roupas de dentro e as dobrei, uma por uma, separando por tipo, freqüência de uso, cor, degradê, idade da peça, tamanho. Separei um monte para doação, organizei coisas em caixinhas. Quando acabou, ataquei minha pasta de finanças. Joguei todas as faturas antigas no lixo, fiz o rapa mesmo. Mas quando fui dormir, a dor bateu com força na minha cara. Pensei em brincar de vira-vira de Rescue (o floral). Um vidrinho parecido com aqueles de Rinosoro e um conta gotas. Vira-vira de Rescue – diluído a x por cento em conhaque. Parecia o plano perfeito se eu não corresse o risco de dar May Day na segunda de manhã – outro dia propício para pensar em sumir do mapa. Enfim, julguei meio arriscado dar cabo do floral em um só gole, então me contentei com várias gotinhas. Definitivamente, um vidro de Rescue não vai resolver meu problema. Eu vou precisar ter uma conversa séria com quem entende do assunto. Vou precisar daqueles florais com nomes sugestivos, que variam de acordo com a sua natureza, de Bleeding Heart a Impatiens ou provavelmente algo bem parecido com mater sine offspring.

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Autor: R.

Buscando viver melhor comigo mesma e com o mundo que me cerca. Procurando compreender qual é a melhor forma de viver, praticando o desapego, tornando o espírito leve e perseguindo a felicidade através da GRATIDÃO, nos dias ensolarados e nos dias cinzentos - meu desafio para a vida. Sempre gostei de escrever. Desde 2002, tive diversos blogs criados e deletados, mas como Fênix ressurge das cinzas, espero que cada novo blog seja definitivo. Esse é um blog sobre tudo que faz parte do meu Universo.

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