Deep Blue


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Corrente do Bem – Pay It Forward

Hoje eu aprendi mais um conceito a ser propagado ao longo do ano. Baseado no filme Corrente do Bem, trata-se da atitude pay it forward. Funciona assim: cada favor que eu receber, deverei retribuir a três outras pessoas. Como já recebi muitos favores, não é justo esperar receber mais um para começar. Já passou da hora de fazer algo bom. Será que dou conta?

Ainda muito cedo para falar exatamente o que mudou na passagem do ano que acabou somente há três dias até hoje. Ainda muito pouco vivido, temos 362 dias de oportunidades pela frente. Mas alguma coisa mudou, é fato. Mudou dentro de mim. A vontade de mudar reverteu a atmosfera. Três dias e minha resolução ainda parece firme como alicerce do Pantheon. Mente no sal, na água, nos sonhos, divagando solta nesses últimos dias de férias. Mente longe, cheia de ideias, vontades, esperança e fé em dias melhores. E assim, tudo ficou mais leve.

Que o novo renasça todos os dias do ano. Que a vontade, a esperança, o desejo e a leveza de espírito estejam sempre presentes. Pay It Forward! E Carpe Diem, sempre.


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Bom dia, 2014!

Você chegou regado de música, energia positiva, pessoas amadas e muita risada.

E trouxe meu primeiro sentimento de gratidão em menos de três horas!

Venha florido, estrelado, ensolarado. Mas quando trouxer a chuva, traga também o cheiro da terra molhada.

Tudo está azul. Que seja essa a atmosfera de todo o ano!

 


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Obrigada, 2013.

Adeus, ano, você envelheceu. A partir da zero hora de hoje, já não mais servirá.

Risos e lágrimas, frustrações e pequenas conquistas. Não foi um ano tão fácil assim. Mas foi o ano da superação das tristezas e eu agradeço. Agradeço pela oportunidade de iniciar 2014 mais leve, mais sábia, enxergando a vida sob uma perspectiva tão diferente. Obrigada por trazer reencontros e paixão pelo desenho. Obrigada por despertar novamente, a arte de brincar com as palavras. Ainda tenho muito o que aprender, eu sei, mas que eu não abandone jamais o hábito de manter-me focada na leitura e produção de textos.  Obrigada por meus amigos, meu amor, minha família. Obrigada por me lembrar que existe uma única pessoa em quem devo me apoiar na estrada da vida: eu mesma. Obrigada por me ensinar a arte do desapego, e perdoe-me pelas malcriações dos momentos de frustração. Obrigada pela oportunidade de voltar ao antigo emprego, que abandonei oito anos antes, com profundo arrependimento. Uma segunda chance é sempre um enorme presente. Acima de tudo, obrigada pelo meu pequeno zoológico composto de dois cães e uma gata, todos maravilhosos. Eles foram meu maior presente em 2013, e essenciais por me ajudar a superar uma das maiores perdas na minha vida. Não vou prometer mil coisas. Não vou prometer frequentar academia cinco vezes por semana, abandonar o chocolate, e virar monge budista. A única coisa que prometo para 2014 é praticar a gratidão.

Feliz Ano Novo, para você que por aqui passou!


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Noturna

Perdi o sono. Procurei no Facebook, na sala, na cozinha, no sofá do escritório. Nada. Pedi para a minha gata buscar pra mim, mas ao invés disso, ela mordiscou o meu pé,  me convidando para brincar na madrugada. Meus cães, por outro lado, dormiam profundamente. Tentei caminhar descalça pelo piso frio do meu apartamento, buscando algum tipo de alívio para o calor insuportável do fim de dezembro. Água gelada. Contemplei meu filho que se aproxima dos doze anos à velocidade de causar vertigem. Adormeceu em cima do celular e do tablet. Adolescência na segunda década do século.  Lembrei dos meus últimos textos sobre o desapego. Foi ele quem me ensinou a arte. Difícil e libertadora arte do desapego. Tentei, em vão, ligar meu laptop (escrevo do celular para o meu blog, o que me causa enjoo da vida moderna). O laptop morreu. O carregador morreu depois de agonizar nos últimos dias. Onde pesquisarei técnicas para os próximos desenhos até encontrar novo carregador? Assisti ao sol derretendo a noite. Voltei pra cama, seguida da gata. Assisti ao meu marido despertar e sair para o trabalho. Agradeci por não ter conseguido dormir nas férias. Agarrei meu livro na esperança de arrancar das páginas, o sono.  E confirmei o que já desconfiava. Sou definitivamente noturna.


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Quatro patas de saudade

Hoje eu acordei de madrugada com saudades de você. Não fique preocupada. Estou bem. Estou acostumada, vira e mexe acontece. E então um batalhão de lembranças apareceu por aqui. Sua mania de dormir de barriga pra cima nos dias quentes, o barulhinho que suas patinhas faziam ao caminhar rápido pela casa, sua capacidade de conseguir tudo o que queria pelo simples fato de ser linda, sua mania de querer a família inteira por perto o tempo todo, a birra que você nutria por portas fechadas quando um de seus humanos encontrava-se do outro lado, sua capacidade de tirar Saturno do campo de visão da ocular do meu telescópio (você passava embaixo do tripé, esbarrando nele, tirando o meu objeto de observação do lugar. Não se preocupe, te perdoei todas as vezes). Faz um ano que partiu, e saudade ainda é o que tempo dita quando o assunto é você. Mas não deixo de ser grata, nem por um minuto, por ter tido a honra de sua companhia por quase catorze anos na minha vida. Você é luz agora. É a estrela alfa da constelação de Cão Maior. É a Lua. É lembrança eterna que aquece meu coração. Amo você,  Luna.


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La Mer

Sei que em algum momento, na noite passada, sonhei com o mar. O dia estava quente, o mar estava calmo e muito claro. Como piscina.

Novamente.

Ele oscila nos meus sonhos como. Instável como ele mesmo é.

Alguma coisa está acontecendo.