Deep Blue


Deixe um comentário

Bom dia, 2014!

Você chegou regado de música, energia positiva, pessoas amadas e muita risada.

E trouxe meu primeiro sentimento de gratidão em menos de três horas!

Venha florido, estrelado, ensolarado. Mas quando trouxer a chuva, traga também o cheiro da terra molhada.

Tudo está azul. Que seja essa a atmosfera de todo o ano!

 


Deixe um comentário

Obrigada, 2013.

Adeus, ano, você envelheceu. A partir da zero hora de hoje, já não mais servirá.

Risos e lágrimas, frustrações e pequenas conquistas. Não foi um ano tão fácil assim. Mas foi o ano da superação das tristezas e eu agradeço. Agradeço pela oportunidade de iniciar 2014 mais leve, mais sábia, enxergando a vida sob uma perspectiva tão diferente. Obrigada por trazer reencontros e paixão pelo desenho. Obrigada por despertar novamente, a arte de brincar com as palavras. Ainda tenho muito o que aprender, eu sei, mas que eu não abandone jamais o hábito de manter-me focada na leitura e produção de textos.  Obrigada por meus amigos, meu amor, minha família. Obrigada por me lembrar que existe uma única pessoa em quem devo me apoiar na estrada da vida: eu mesma. Obrigada por me ensinar a arte do desapego, e perdoe-me pelas malcriações dos momentos de frustração. Obrigada pela oportunidade de voltar ao antigo emprego, que abandonei oito anos antes, com profundo arrependimento. Uma segunda chance é sempre um enorme presente. Acima de tudo, obrigada pelo meu pequeno zoológico composto de dois cães e uma gata, todos maravilhosos. Eles foram meu maior presente em 2013, e essenciais por me ajudar a superar uma das maiores perdas na minha vida. Não vou prometer mil coisas. Não vou prometer frequentar academia cinco vezes por semana, abandonar o chocolate, e virar monge budista. A única coisa que prometo para 2014 é praticar a gratidão.

Feliz Ano Novo, para você que por aqui passou!


1 comentário

Resolução de Ano Novo. Mas já?

Adoro o fim do ano. Fora dos shoppings. Há algum tempo tempo eu tento me desligar do consumismo natalino desenfreado. O principal motivo é não ser milionária, que pena… Mas falando sério (ou pelo menos tentando) existe também o fator futilidade. O consumismo nos torna fúteis. Aquela adrenalina provocada por chegar até o talo do limite do cartão de crédito não é bonita, mesmo porque geralmente o banco dá de presente ao seu cliente trouxa, o direito de gastar um valor que gira em torno de aproximadamente o quíntuplo do seu salário, O resultado nunca é bonito. Junto à adrenalina causada por testemunhar o valor do seu limite do cartão sendo reduzido a frangalhos, existe a questão “estacionamento de shopping na época do Natal”: um verdadeiro esporte natalino que já foi praticado no mínimo dez vezes por quase todos nós, metropolitanos. Outro dia, eu levei meia hora para conseguir sair do shopping. Assim não dá. Isso não pode ser normal.

Fim de ano, resoluções para o ano que está chegando e lá vem a lista de promessas que com o tempo tornam-se megalomaníacas. Ao relê-las no final do ano seguinte, acabam soando mais ou menos assim: ficar magra suficiente para caber num jeans 32, ser tolerante ao ponto de tonar-me candidata a Dalai Lama feminino, visitar meus parentes que moram Cazaquistão com mais freqüência, começar a limpar as janelas da minha casa com cotonete e falar para o George Clooney desistir de me ligar. Há dezenas de coisas que podem alterar a realidade e fazer com que você acabe abrindo mão de algumas delas, e outras acabam por perder o sentido porque alguma coisa em você mudou.

Por esse motivo, decidi mudar minha forma de criar resoluções para o ano que está chegando. Baseadas em tantas mudanças e aprendizado que tenho enfrentado na minha vida nos últimos anos, reduzi uma lista de infinitas resoluções a apenas uma, que é um desafio mais interessante do que caber no jeans 32:

ESCREVER TODOS OS DIAS PELO MENOS UM MOTIVO PELO QUAL SOU VERDADEIRAMENTE GRATA NA MINHA VIDA.

À lápis, na minha agenda mesmo, no meio dos meus compromissos, prazos e lembretes, no meio da bagunça do dia-a-dia. Nos dias coloridos de sol e nos dias cinzas também. Deve haver sempre algum espaço para a gratidão. Eu me dou esse desafio a partir do dia 1 de Janeiro de 2014. Esse é um compromisso para manter uma atitude mais positiva diante de todas as coisas. Dizem por aí que a atitude de gratidão perante a vida traz resultados mágicos…


Deixe um comentário

Texto dos 34

Eu nasci ontem, dia 24 de Junho. E todo ano, tento renascer. Duas vezes.

Minha vida é música. Sendo assim, o Bono Vox gritou no meu cérebro hoje de manhã, a caminho do trabalho. O mais engraçado é não o fato de estar ouvindo U2 no momento em que isso ocorreu. Eu nem tenho a música em questão no meu celular. Aliás, eu não estava ouvindo música nenhuma quando o Bono gritou. Talvez, se eu não tivesse perdido dez minutos da minha manhã procurando meus fones de ouvido (que eu havia esquecido no trabalho), eu não teria prestado atenção que o vocalista irlandês estava só me avisando o fato que eu já conhecia bem: “You’ve got stuck in a moment and you can’t get out of it.” Em partes, Bono. Vou concordar em partes, Ok? É verdade, estou presa aqui, mas quem disse que eu não posso sair?

House acabou. House, o Gregory, sabe? E eu vou ser sincera, eu morri de inveja dele e do Wilson no final. House fingiu que morreu, subiu numa motoca e fugiu. Nossa, que vontade! Fingir que morri (menos pro meu filho, ele sempre saberia a verdade) e sumir por uns tempos, mas sem o Wilson, talvez sozinha. Esquecer um pouco das coisas que me magoam, aproveitar a vida e sentir o vento contra o rosto numa estrada desconhecida. Uma vez eu fugi sozinha. Não com a minha Harley Davidson, claro, achei melhor deixá-la na garagem. Fui de Celta mesmo. Fugi para a casa da minha amiga, numa cidade de 15.000 habitantes, acho. Mas engana-se você que pensa que fugi de mim mesma. Pra falar a verdade, lá eu encontrei comigo, assim, dei de cara, não deu nem pra disfarçar. Minha amiga sabe bem disso.

Cadê a força para acreditar que esse momento no qual me encontro stuck, é passageiro? Hoje um amigo me pediu paciência. Eu estou cansada de ter paciência. Ou talvez, eu nunca tive paciência. Estou ali, de braços cruzados, olhando no relógio, sentada num murinho, balançando as pernas impacientemente. Vai ver que é isso.

Move, darling. Salte do murinho, bata a poeira das mãos e diga para você mesma: “Vem comigo. Depois te explico.”


3 Comentários

Aonde foi parar a fé?

Hoje acordei meio sem fé. Fé, sabe? Aquela coisa teoricamente inabalável que nos faz crer em tudo de olhos fechados. Eu até tentei fechar os olhos, mas um deles se abriu, assim, meio em dúvida, tentando, de repente, compreender de onde veio toda aquela fé cristalina de ano novo. Sumiu. Tenho aproximadamente doze horas para reencontrá-la e começar 2012 com a fé inteira cravada no peito, sem sombras. Só luz. Mas afinal, o que aconteceu comigo? Seria esse tempo chuvoso que me impede de ver a luz do sol que 2012 prometeu deixar brilhar? Seriam os fantasmas de 2010 e 2011 assombrando meus sonhos coloridos e tentando me contar que eu deveria deixar de ser louca? Por que eu não tinha medo de sonhar quando ainda estava “nos vinte”? Quem levou embora a minha fé? De repente, o medo contradiz tudo que foi dito nos textos anteriores. O medo diz que sou louca, querendo sonhar assim, de olhos fechados, com as mudanças de 2012. O medo diz que eu sou adulta demais para ser tão irracional assim. E ri da minha cara.

Vamos voltar ao mês de outubro. Tive uma oportunidade de emprego e a agarrei com muito medo. Eu deveria confiar mais no meu sexto sentido. Ele funciona na maioria das vezes. Eu disse para todo mundo que era uma bela oportunidade que esperei minha vida inteira. Sorri sabendo que tinha algo muito errado naquilo tudo. Não confiei no meu instinto e acabei quebrando a cara. No meio daquela angústia toda, comprei “O Segredo”. Sabe aquela sensação de acordar sentindo angústia avassaladora por conta da rotina do seu emprego? Sabe aquele calafrio que você sente quando está se aproximando do local de trabalho e inventa mil desculpas para postergar a sua entrada no recinto? “Vou ouvir mais um música antes de entrar. Vou tomar um café na padaria. Vou olhar aquela vitrine. Depois eu entro. Vou…” E nesse estado de espírito, o despertador da consciência e pontualidade me acordava e eu entrava arrasada. Depois de poucos dias, eu admiti, “cometi um erro.” Mas na verdade, eu não tinha muita escolha. E com essa fé inabalável que estou procurando nesse momento, consegui algo que me deixasse mais realizada num estalar de dedos. Essa é uma das provas que a força do pensamento funciona na minha vida. Mas então, o que está acontecendo comigo? Por que escrevo um texto cheio de fé e energia num dia, e no dia seguinte, acordo com a sensação de rolo compressor de massa de gnocchi passando por cima da minha fé? Tenho doze horas. Doze horas para colocar em prática o que “O Segredo” me ensinou. Doze horas para olhar no espelho e lembrar o tamanho da minha fé. Meio-dia para sair dessa angústia  apesar da chuva que me impede de ver o sol e acaba com os planos de tirar o telescópio da caixa. Devo lembrar que o sol e as estrelas nunca irão embora. Eles ainda estão ali, do outro lado dessas nuvens choronas ora cinzentas, ora branquelas. Doze horas para transformar essa chuva triste em esquema de lavagem do céu, da cidade e da alma. Que 2012 devolva toda a coragem de acreditar que eu mereço ter.


1 comentário

Resoluções de Ano Novo

É de praxe. Sei que não realizamos todas elas, mas qual seria o motivo de comemorar o ano novo sem perspectivas pela frente? Geralmente metade das resoluções permanece na caverna de Platão, mas não custa tentar, planejar, deixar pra trás o que foi ruim e levar para o ano novo aquilo que vale a pena. É válido fazer uma reflexão, pensar no que deve ser mudado e principalmente, onde cada indivíduo necessita evoluir, afinal, ainda acho que é para isso que fomos colocados no único planeta do Sistema Solar onde a vida é sustentável. Então vamos lá…

Foi um ano de grandes mudanças na minha vida. Emagreci muito no primeiro semestre e engordei tudo de novo. Claro que a culpa é toda minha, do stress e de todas as frustrações que enfrentei nesse segundo semestre. E foram muitas. Não foi legal. Mentira se eu disser que voltei para São Paulo e cheguei aqui saltitando de felicidade como um canguru que tomou ecstasy, mentira pura. Minha mudança resultou em milhares de dúvidas e inseguranças na minha cabecinha deturpada. Foi difícil me readaptar à São Paulo. A verdade é que eu cheguei aqui achando que estava voltando para o paraíso das coisas acessíveis e quebrei a cara. Em primeiro lugar, eu ainda mal tenho um quarto para dormir decentemente e a perspectiva de ter a minha casa foi pelo ralo por conta de questões financeiras. Essa foi a primeira frustração que tornou uma devoradora de maçãs em uma devoradora diária de Kit Kats e pronto, esforço de dezoito quilos perdidos foram fenestrados como uma bituca de cigarro (eu não fumo). Outra coisa que aconteceu foi acreditar que estava voltando para o paraíso das oportunidades de emprego e de certa forma, era verdade. Meu telefone não parava de tocar, o mercado educacional estava me disputando de forma acirrada… por uma miséria de salário. As contas aumentaram, cometi dezenas de erros e só em novembro eu tive uma oportunidade boa. Mas até aí, eu já estava bem gorda de novo. Tentei utilizar a esteira do saláo de ginástica do meu prédio diariamente, mas de novo, meu esforço foi por água abaixo. Enfim, abandonei a cidade que no fundo eu gostava muito, não consegui casar e ter meu apartamento, engordei como uma porca para o abate, não fiz o curso de reconhecimento do céu no Planetário do Ibirapuera que eu tanto queria, demorei para voltar a ser uma devoradora de livros da Livraria Cultura, não freqüentei o Starbucks diariamente. Ou seja, achar que morar em São Paulo será o paraíso é uma utopia que mesmo eu, paulistana desde sempre, não aprendi.

Mas eu tenho essa força otimista que de vez em quando surge do nada. Quando fico negativa, geralmente vou parar no fundo do poço, mas quando vejo a luz no fim do túnel, ninguém me segura. E é assim que eu vou começar 2012. Aquela papelada toda que foi pro lixo há alguns dias teve um impacto positivo em mim, e eu me sinto mais leve para sair correndo pelo ano novo, com mais força para perseguir os meus sonhos. E decidi que esse ano, ninguém me alcança e me atrasa nesse pega-pega. Já saí em disparada, ainda estou de férias, estou descansada e cheia de energia. E é em cada ano novo que renovamos a esperança de recomeçar do zero, se for preciso, para alcançarmos aquilo que desejamos. Então que venham todas as cores: o amarelo do dinheiro, o verde da esperança, o branco da paz, o azul da tranqüilidade, o rosa do amor, o laranja da das boas vibrações e todas as outras que compõem o pensamento positivo do ano novo. E como resolução pessoal, eu prometo a mim mesma colocar em prática tudo que diz o livro “O Segredo”. Amém!

Feliz Ano Novo, queridos leitores! (Se é que ainda tenho algum).


2 Comentários

Organizada, o cacete.

Eu sou a pessoa mais bagunceira que conheço. Sei que as pessoas que moram ou convivem intensamente comigo ficam muito estressadas com isso. Mas tenho altos e baixos. Nos últimos meses em  que morei em Botucatu, me encontrava num estado de espírito extremamente organizado. E magra. Eu estava tão organizada e magra que tinha controle absoluto do que acontecia na minha conta bancária e cartões de créditos. Como isso aconteceu? 1) Fiz dieta. 2) Um dia acordei por volta das três horas da manhã e comecei a olhar pro teto. Pratiquei o ritual “vira para um lado, vira para o outro e continua ligada no 220 v”. Nada adiantava. Até que resolvi levantar, ir à cozinha, beber água, passar na lavanderia, pegar dois sacos de lixo e voltar para o quarto. Peguei todos os papéis, pastas, correspondências não abertas e espalhei no chão, sem medo de que aquela papelada toda ganhasse vida e me atacasse. Como uma verdadeira gladiadora de papéis, organizei tudo, dominei todos, liguei o computador na calada da noite, fiz cálculos no Excel e deixei tudo “dentro dos conformes”. Incrível como as coisas começaram a fluir na minha vida depois desse dia. Desde quando voltei para São Paulo, no começo do segundo semestre, não tive a menor paciência ou energia de organizar meus papeis, mesmo porque a minha vida profissional e pessoal andou bastante desorganizada. Voltei pra terra da garoa, ou melhor, terra do congestionamento e stress, numa decisão repentina e um pouco mal pensada, o que deixou minha vida flutuando por um tempo até que eu encontrasse um emprego fixo, um porto seguro. Mas hoje é dia 22 de dezembro, estou de férias e portanto, sem mais um pingo de desculpa para postergar a batalha contra os papeis. Então hoje eu a fiz. É incrível como meu quarto ficou um pouquinho mais leve. É bom jogar papeis no lixo. É bom desprender-se do pensamento, “ah, um dia eu vou ler esse panfleto sobre a história das borboletas da Malásia”, que está lá no meio da bagunça há cinco meses e você só pegou uma única vez para anotar o número de protocolo da ligação que fez para a TIM (que também nunca serviu para nada). Joguei coisas estranhas no lixo, por exemplo, minha agenda de 2011 (“mas o ano nem acab…”) Well, Game Over. Acabou sim, agora é só palhaçada e comilança. É incrível como a atmosfera do meu cafofo tornou-se mais leve sem tanta papelada. Talvez eu devesse praticar esse ato de caridade comigo mesma todo mês. É engraçada a sensação que tenho ao final de todo ano. Dois mil e onze chegou ao fim… cansei dele. É sempre assim. Ficou velho, cansativo. Quero um novo ano. É como um caderno novo. Adoro cadernos novos. Tem cheiro de material escolar novo, lembra tempos de escola. Você o abre pela primeira vez e pega uma caneta novinha e cheia de tinta para começar uma história nova, numa folha pautada branquinha. Pode até deixar o caderno velho na gaveta e nunca mais usá-lo. Pode até gostar do caderno velho, mas esse é novo. Você ainda não cometeu erros nesse caderno, sendo assim, tem a oportunidade de escrever nele uma história novinha, do jeito que você quiser. Sei que fazemos milhares de promessas para o ano seguinte, mas no entanto, cumprimos só algumas delas. Às vezes, nenhuma. Porém, temos sonhos para o ano que vem, também. E vemos essa “virada” como uma oportunidade de realizar os sonhos que não conseguimos realizar no ano velho. E também inventamos outros sonhos. E da mesma forma como começamos um caderno novo, escrevemos e desenhamos a nossa história do ano novo em nossas mentes. Sabemos que teremos altos e baixos, mas precisamos manter o foco nos altos, e esperar que assim seja, sempre, pois a esperança é a locomotiva da vida. Afinal, de onde surgem forças para seguir em frente nos momentos em que a vida nem é tão gentil assim? É da esperança.

Agora estou sentada no chão do meu quarto arrumadinho, com o laptop no colo, esperando o momento de sair para jogar… paintball. Mas eu estou morrendo de dor de cabeça, vontade de tomar sorvete e TPM, o que são desculpas plausíveis para não me juntar a uma turma de adultos determinados a voltar à infância por sessenta minutos, distribuir tiros de bola de tinta e sair com a bunda, a coxa e talvez o olho roxos da arena de paintball. Para piorar, eu vou ter que colocar uma roupa protetora nesse calor aconchegante… Sabe… eu preferia o Häagen-Dazs. Mas vamos lá… Talvez eu chegue à arena e amarele. O que não anula meu bravo espírito corajoso. Se eu retornar aqui amanhã, contando que amarelei, lembrem-se: eu já saltei de pára-quedas seis vezes.