Deep Blue


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O Inverno e a Esperança

Daqui a nove dias estaremos no ponto máximo de distância estamos no planeta em relação ao sol. Eu adoro o inverno. É mágico. Esses dias, porém, está havendo uma rebelião lá em cima. Parece que abriram a torneira. O inverno tem que ser seco, sem nuvens, sem chuva, com sol, e o céu tão azul que faz arder os olhos. Eu nasci três dias depois do solstício de inverno, e mesmo depois de quase 34 voltas completadas em torno do sol, ainda acho mágico fazer aniversário. Espero ter esse sentimento de magia quando o inverno e meu aniversário se aproxima para sempre. Aniversário é mais ou menos igual ao ano novo. No ano novo, brota uma esperança no coração, uma sensação de poder de mudar tudo. Tenho essa sensação duas vezes durante o ano. Uma no próprio Reveillon e outra, no dia 24 de junho, o dia em que nasci. Dia de São João. Sem a tal da esperança, não há razão para continuar. De onde buscaríamos tanta força para consertar as coisas que às vezes, parecem quebradas para sempre? Seria bem difícil. É por isso que gosto de dar esse mesmo tom ao meu aniversário. É claro que todos gostam de receber mensagens e ligações, mas nesse ano, eu tenho um pedido especial. Eu não quero presente. Aliás, eu quero sim. Eu quero um presente da vida. Eu quero voltar a acreditar. Eu preciso muito disso.

Então, que assim seja. Que num domingo frio, comum, embaixo dos cobertores, assistindo os últimos episódio de House, eu ganhe de presente de aniversário, a esperança, essa chama que nos move para frente. Que eu volte a acreditar nos sonhos que assim como a Floresta de Coníferas no Polo Norte, andam tão quietos porque cansei de acreditar. Que renasça dentro de mim, a esperança. E dentro de você, que me acompanhou até aqui, também, caso você esteja precisando. Que o futuro seja um desenho de traços definidos, coloridos, com um sol brilhando e um céu azul no fundo – como o inverno gelado que estranhamente, esquenta todos os anos, o meu coração. É isso que eu quero esse ano.

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