Deep Blue


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Somos diamantes brutos

Existe algo muito especial que eu aprendi recentemente. Somos todos lindos. Alguns de nós nascemos lindos. Existem crianças especiais que irradiam luz desde muito pequenas. Conheço uma menininha – que tenho a sorte de ter “adotado” como sobrinha, pois faz parte da família que escolhi com o coração – que por ode passa abre sorrisos. Ela é linda. Sempre foi. Mas há algo de especial nela que desperta nas pessoas um carinho muito espontâneo. Você pode apertá-la, beijá-la, esmagá-la de abraçar tão forte. Ela não reclama e não faz cara feia. Ela aceita o amor vindo de todos. Outras pessoas, porém, nos provocam o sentimento completamente inverso. Desenvolvemos verdadeira aversão a certas pessoas e temos vontade que elas fiquem bem longe de nós. É um sentimento horrível e muito difícil de se controlar. Tem gente que nos provoca esse sentimento de uma maneira tão forte que por vezes, sentimos que a pessoa chegou ao ambiente antes mesmo que possamos notar a sua presença fisicamente. Se você já sentiu isso, não significa que tem superpoderes, ou é dotado de sexto sentido. Significa que assim como eu, você precisa evoluir.

Todos nós precisamos.

Algumas pessoas têm luz própria. Notar essa luz é algo muito peculiar a cada um de nós. Nos identificamos com pessoas na Terra de acordo com a freqüência que nos encontramos. Não é incomum termos amizades duradouras que acabam sem motivo aparente. Mas existe um motivo, sim. Termina a ligação. Em outras palavras, devido a diversos fatos na vida, trocamos de freqüência, ou as pessoas trocam de freqüência e nem sempre conseguimos acompanhá-la e vice-versa. Esse é um dos motivos que nos leva afirmar que manter um mesmo relacionamento ao longo da vida pode ser um enorme desafio. Afinal, quem garante que você e a pessoa quem você escolheu como companhia para seguir a estrada estarão na mesma freqüência durante aproximadamente 40 ou 50 anos?

Quando escolhemos alguém para dividir o caminho, aprendemos a ter um pouco mais de tolerância, afinal, uma ruptura é algo que por vezes, pode ser bastante complicado. Mas como fazer quando se trata de tolerância em relação a pessoas que você tem que conviver, não por escolha, no dia-a-dia ou na família? Não é possível romper laços quando este for o caso. E é muito difícil mesmo. Por vezes, eu queria ter a capa de invisibilidade do Harry Potter para passa despercebida por certas pessoas. E quando me chamam pelo nome, a vontade é de gritar, “não estou!” Mas isso não é possível. Sendo assim, a única solução é enxergar a existência de um diamante bruto dentro de cada um, que a qualquer momento deve ser lapidado. E é preciso lembrar que o tempo de lapidação depende de cada um de nós. Não se apressa a arte. Não se pula etapas de evolução. A prática da tolerância nos faz manter o foco que somos todos diamantes brutos, cada um em um estágio diferente de lapidação. Estamos todos caminhando para um mesmo objetivo, um mesmo propósito. Alguns mostram que têm luz própria logo da segunda infância. Alguns precisam de algumas vidas para atingir isso – o principal motivo da pluralidade da existência. Seja como for, a estrada é a mesma. E sendo assim, somos todos iguais.

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