Deep Blue


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Compramos um Zoológico e fim de férias

Nada melhor para uma pessoa semicinéfila como eu, do que fechar o último dia de férias com um filminho-família no cinema. Procuramos então na Internet o cinema onde estava em cartaz o filme que a minha mãe tanto queria ver. O filme originou-se do livro de Benjamin Mee. Geralmente prefiro ler o livro antes de ver o filme, mas dessa vez resolvi abrir uma exceção. E não me arrependi. O filme é realmente muito bonito. Conta a história de um pai de família viúvo que, ainda bastante abalado com a morte da esposa, e com dois filhos para criar, resolve fazer barulho e revolucionar a vida de todos, comprando um zoológico afastado da cidade. É claro que a partir disso surgem desafios financeiros, administrativos e emocionais, que incluem aprender a lidar com o filho adolescente em período de luto, abrir o coração para novas amizades, novos horizontes e uma realidade completamente diferente. A história toca nesses pontos e em outros que cutucam o coração dos amantes dos bichos, como por exemplo, qual é a decisão menos egoísta a se tomar em relação ao tigre que está gravemente doente? Um filme bonito que diverte, emociona e nos faz lembrar de algo muito difícil: mesmo em momentos de intensa dor, a vida deve continuar.

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Out-With, e o Menino de Pijama Listrado

“Out-With” é a forma como o garotinho Bruno conseguia pronunciar o nome de seu novo lar. Bruno odiou Out-With logo no primeiro dia. A casa não era tão bonita como a casa antiga. Nesta casa, não era possível descer as escadas escorregando pelo corrimão. Não haviam jardins a serem explorados. Bruno sentia falta dos seus melhores amigos e não tinha com quem brincar, exceto sua irmã, Gretel, mas ela era “Um Caso Perdido”. Seu pai, sempre muito preocupado com a disciplina, ensinou ao Bruno a saudação que um homem de honra deveria pronunciar, sempre: “Heil, Hitler!” Através da janela do quarto de Gretel, era possível enxergar um campo atrás de uma cerca, com tendas estranhas e pessoas que andavam por ali com um ar muito triste, usando “pijamas listrados”, perambulando sob comando de soldados que pareciam nada educados com elas. Às vezes, elas caiam no chão. Algumas vezes, Bruno pôde observar uma fumaça branca, muito estranha, saindo pela chaminé… E nunca entendeu o porquê… Certo dia, ao explorar o quintal da sua casa, Bruno chegou à cerca. E na cerca, havia um menino de pijama listrado. E então, quando duas realidades opostas colidiram-se, nasceu uma amizade pura e  genuína entre Shmuel, o menino de pijama listrado e Bruno, filho de um dedicado homem que tinha um trabalho muito importante a fazer em “Out-With” – na verdade, pronunciada corretamente por papai e seus soldados da seguinte forma: “Auschwitz”.