Deep Blue


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Resolução de Ano Novo. Mas já?

Adoro o fim do ano. Fora dos shoppings. Há algum tempo tempo eu tento me desligar do consumismo natalino desenfreado. O principal motivo é não ser milionária, que pena… Mas falando sério (ou pelo menos tentando) existe também o fator futilidade. O consumismo nos torna fúteis. Aquela adrenalina provocada por chegar até o talo do limite do cartão de crédito não é bonita, mesmo porque geralmente o banco dá de presente ao seu cliente trouxa, o direito de gastar um valor que gira em torno de aproximadamente o quíntuplo do seu salário, O resultado nunca é bonito. Junto à adrenalina causada por testemunhar o valor do seu limite do cartão sendo reduzido a frangalhos, existe a questão “estacionamento de shopping na época do Natal”: um verdadeiro esporte natalino que já foi praticado no mínimo dez vezes por quase todos nós, metropolitanos. Outro dia, eu levei meia hora para conseguir sair do shopping. Assim não dá. Isso não pode ser normal.

Fim de ano, resoluções para o ano que está chegando e lá vem a lista de promessas que com o tempo tornam-se megalomaníacas. Ao relê-las no final do ano seguinte, acabam soando mais ou menos assim: ficar magra suficiente para caber num jeans 32, ser tolerante ao ponto de tonar-me candidata a Dalai Lama feminino, visitar meus parentes que moram Cazaquistão com mais freqüência, começar a limpar as janelas da minha casa com cotonete e falar para o George Clooney desistir de me ligar. Há dezenas de coisas que podem alterar a realidade e fazer com que você acabe abrindo mão de algumas delas, e outras acabam por perder o sentido porque alguma coisa em você mudou.

Por esse motivo, decidi mudar minha forma de criar resoluções para o ano que está chegando. Baseadas em tantas mudanças e aprendizado que tenho enfrentado na minha vida nos últimos anos, reduzi uma lista de infinitas resoluções a apenas uma, que é um desafio mais interessante do que caber no jeans 32:

ESCREVER TODOS OS DIAS PELO MENOS UM MOTIVO PELO QUAL SOU VERDADEIRAMENTE GRATA NA MINHA VIDA.

À lápis, na minha agenda mesmo, no meio dos meus compromissos, prazos e lembretes, no meio da bagunça do dia-a-dia. Nos dias coloridos de sol e nos dias cinzas também. Deve haver sempre algum espaço para a gratidão. Eu me dou esse desafio a partir do dia 1 de Janeiro de 2014. Esse é um compromisso para manter uma atitude mais positiva diante de todas as coisas. Dizem por aí que a atitude de gratidão perante a vida traz resultados mágicos…

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